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Obra de Arte

Obra de Arte
Como interferir na obra artística

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Mentalmente ativo

O texto de Lya Luft sobre mudanças é sempre atual. Mudar, modificar, deixar pra trás o que já passou; desapegar...acabei de levar algumas roupas de frio e comuns. Para que seja uma nova vida a alguém. Hoje sinto que há alguma coisa acontecendo...ter esse precioso tempo de férias me coloca mentalmente ativo; com muito mais calma, sem dúvida, mas pensando em como trazer para meu dia-a-dia idéias que possam facilitá-la; possivelmente não menos trabalhosa porém menos complexa, o que, por si só, já é genial. Agora estou pensando se vou ou não ao ballet. Amanhã à noite, com esse frio...agora é quase quatro da tarde e o sol já se recolheu; que será da noite? Bem, vejamos amanhã.

Londrina em uma semana

Semana boa em Londrina. Estar em família, mãe, irmãs, rever sobrinha... Mesmo com chuva e/ou frio foi possível rever alguns bons amigos. Rever alguns lugares. É assim que é possível, é assim que se é feliz. Mas é preciso recomeçar a preparar para os novos dias...não, ainda não volto ao trabalho porém é aquele momento de voltar às atividades de saúde... musculação; voltar a movimentar de forma mais séria. O frio estimula o consumo de calorias. É bom mas não se pode exagerar no consumo de comidinhas quentes, afinal, sem suor, os rins aumentam sua função.

domingo, 14 de julho de 2013

Férias

Primeiros dois dias oficiais, de férias! É interessante ter tempo para as coisas mais simples que deixo de fazer durante a época de trabalho. Ouvir, observar... Olhar a cidade com outros olhos, descansados ou senão em fase de descanso! Apesar da temporária suspensão das aulas tenho tido vários pensamentos acerca das escolas de Música nas quais trabalho. Creio que em poucos dias vou escrever uma série de comentários, idéias para levar às coordenações...apesar de não ter certeza se receberão bem, penso assim mesmo em tentar. Aqui em Joinville, há uma tensão entre esses coordenadores; e essa tensão é pouco producente. E o mais incrível é ver que ninguém se mexe em direção a algum tipo de planejamento, elaboração de atitudes semelhantes que favoreçam a Casa da Cultura como um todo. Pensando, pensando... Segundo semestre e a vontade de elaborar melhor o curso, amarrando-o de forma que os conteúdos estejam mais nítidos. Acho que não calculei direito em relaçãoàs audições dos alunos. Bancas...repensando sobre isso já que a audição não foi lá essas coisas. Agora penso em fazer as duas coisas. Audições e bancas. Aulas e produção artística: duas vertentes que produzem enormes esforços para se concretizarem. Espero que a promessa do diretor executivo Joel Gehlen cumpra sua parte e promova foruns de debate em relação à função atual da Casa da Cultura. Vou ter tempo para pensar.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Recalques..

Mais uma vez fiquei surpreso como as pessoas tentam transferir seus recalques para coisas que não têm, em princípio, relação com elas. A esposa de um grande amigo postou em minha página do Facebook, sua insatisfação por deparar com uma foto desse amigo, de anos atrás, com a ex-namorada! Alegou que era uma falta de respeito. Eu fiquei, por alguns minutos, atônito. Primeiro, ela não é minha amiga; segundo, eu não tenho nada a ver com os problemas delas -graças à Deus!; terceiro, a foto é bastante artística, foi tirada num momento em que, a namorada da época, estava tocando piano e o meu amigo, debruçado a ouvia...ambos estão de costas. Falta de respeito é essa criatura, que se diz artista, não conseguir separar os fatos da história. Eu jamais colocaria meus amigos em situações embaraçosas. Ela não foi a única mulher na vida do meu amigo. Antes, foi a ex-aluna que censurou o meu jeito de relacionar com as pessoas, alunos, amigos. Eu havia contactado para, junto de outra, fazer uma palestra para meus atuais alunos. A idéia seria que compartilhasse suas experiências pós-curso com esses alunos. Poderia cantar e mostrar alguma coisa que considerasse importante. Optou-se por fazer solos e cantar duas ou tres canções vocais. Pois, próximo a data, liguei para outra amiga para marcarmos ensaio do vocal. Primeiro ensaio, a tal aluna não pode participar, mas deixou recado que no segundo estaria. No segundo ensaio, ela foi e, antes de começarmos, ela, visivelmente abalada, despejou todas as frustrações, todos os recalques pra cima de mim. Acusou-me de tratar mal a ela e que ela não estava motivada a fazer o trabalho. Sem saber do que falava, indaguei, mas ela não soube responder. Ela é adulta, casada, fotógrafa, cristã e, agora descobri, instável emcionalmente. A segunda foi minha prima. Ela, como todos os maníacos por internet, está sempre on line. Era abrir a página do FB, lá estava ela. Ora, eu uso as redes sociais para postar recados, brincar com os amigos comentando algo engraçado. Só que, em um determinado dia, minha prima não deveria estar sã porque não achou graça de nada. Entendo. Nem todos precisam achar tudo engraçado. Eu também. Mas como sei que na rede, os fatos podem ganhar proporções imensas, prefiro ficar calado. Ah, claro, ela apagou o comentário, mandou um email. Eu achei infame mas pedi desculpas. O negócio não parou por aí. Ela ainda me mandou dois outros emails. No primeiro, desculpei-me mais uma vez e o segundo eu apaguei. Resultado disso tudo: Não só comentei mais nada como excluí minha ex-aluna e a prima do Facebook. A esposa do meu amigo não é amiga! Ufaaaaa!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Professor

Ser professor nesse país é um desafio sem fim. Ao mesmo tempo em que lida com os alunos, organiza seus planos de aula, planos de curso; e é obrigado a seguir as determinações de seus coordenadores. Nada demais se, esses coordenadores também se esmerassem na construção de um projeto pedagógico do qual estivesse previsto a atualização periódica (no mínimo anual); como também compartilhasse os conhecimentos dos professores que se reciclam com cursos livres ou mesmo pós-graduações. Tudo em nome de uma metodologia que combinasse os resultados, comparasse com as novas informações e adequasse aos alunos. Qual o quê! Não há esse espaço e isso vai influenciar outra característica da profissão: o plano de carreira. Se as prefeituras queixam-se do aumento de 3% ano ano na folha de pagamentos por causa dos triênios, quinquênios, especializações, esses poderiam aparecer nessa construção pedagógica e aplicáveis em todas as áreas de conhecimento. Acabariam os coordenadores comissionados pois teriam que estar comprometidos com a escola; deveriam ser servidores de carreira e, sem distinção de salário, o que os obrigaria também a buscar novas capacitações. Não deveria ser tão difícil estabelecer esses critérios.

domingo, 14 de agosto de 2011

Férias forçadas

Há duas semanas sem trabalho aqui em Joinville. É estranho porque não tem o mesmo sabor de férias. Parece que estou parado no tempo. No limbo, talvez. Mesmo com encontros periódicos com nossos amigos, ainda assim parece que me fixei num lugar que não acompanha os movimentos temporais.
Não sei como existem pessoas que não ocupam seus cérebros com algo estimulante: um trabalho filantrópico, organização de eventos culturais, enfim, um trabalho. Ficar à toa parece morrer um pouco a cada dia. E ficar vendo o dia passar, esperando pelo fim parece mesmo desistir da vida.
Além do quê, é uma sensação de inutilidade sem igual.
E ainda temos que suportar comentários do tipo "aproveitem suas férias forçadas"...férias? Não, mas estão sim, me impedindo de trabalhar.
Isso é triste.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Incompetência


É incrível o descaso do governo em relação à educação e cultura em nosso país. Hoje, em especial, aqui em Joinville foi um dia lamentável. Nosso local de trabalho, aquele, que me motivou, de início, quando fui chamado a assumir a cadeira de Canto Coral, na Escola de Música; aquele local onde vi e ouvi aulas de Dança, Música e Plásticas acontecendo simultaneamente; aquele local onde, historicamente produziu grandes artistas...foi fechado pela Vigilância Sanitária. Por um lado, ótimo porque não havia condições de prosseguir as aulas em salas completamente tomadas de mofo e ácaros. Na cidade onde a umidade chega a 80, 90%. Não havia como comportar mais alunos, apesar da procura ser intensa, dada a qualidade de ensino e as mensalidades mais baixas da cidade. Num passado recente, um ano e pouco, reclamamos, clamamos por reformas estruturais, por um olhar mais carinhoso à Casa da Cultura. Por aparelhá-la de forma a se adequar ás necessidades do século XXI. Em vão. Nosso coordenador maior chegou a declarar numa entrevista à uma rádio local que era exagero dos professores e funcionários; que na Casa da Cultura tudo estava bem.
Tão bem, que a fiscal da Vigilância se surpreendeu "não sei com até agora os Pais não reclamaram desse descaso, está um descaso total!".
Até quando teremos que tolerar tanta incompetência?