sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Professor
Ser professor nesse país é um desafio sem fim. Ao mesmo tempo em que lida com os alunos, organiza seus planos de aula, planos de curso; e é obrigado a seguir as determinações de seus coordenadores. Nada demais se, esses coordenadores também se esmerassem na construção de um projeto pedagógico do qual estivesse previsto a atualização periódica (no mínimo anual); como também compartilhasse os conhecimentos dos professores que se reciclam com cursos livres ou mesmo pós-graduações. Tudo em nome de uma metodologia que combinasse os resultados, comparasse com as novas informações e adequasse aos alunos. Qual o quê! Não há esse espaço e isso vai influenciar outra característica da profissão: o plano de carreira. Se as prefeituras queixam-se do aumento de 3% ano ano na folha de pagamentos por causa dos triênios, quinquênios, especializações, esses poderiam aparecer nessa construção pedagógica e aplicáveis em todas as áreas de conhecimento. Acabariam os coordenadores comissionados pois teriam que estar comprometidos com a escola; deveriam ser servidores de carreira e, sem distinção de salário, o que os obrigaria também a buscar novas capacitações. Não deveria ser tão difícil estabelecer esses critérios.
domingo, 14 de agosto de 2011
Férias forçadas
Há duas semanas sem trabalho aqui em Joinville. É estranho porque não tem o mesmo sabor de férias. Parece que estou parado no tempo. No limbo, talvez. Mesmo com encontros periódicos com nossos amigos, ainda assim parece que me fixei num lugar que não acompanha os movimentos temporais.
Não sei como existem pessoas que não ocupam seus cérebros com algo estimulante: um trabalho filantrópico, organização de eventos culturais, enfim, um trabalho. Ficar à toa parece morrer um pouco a cada dia. E ficar vendo o dia passar, esperando pelo fim parece mesmo desistir da vida.
Além do quê, é uma sensação de inutilidade sem igual.
E ainda temos que suportar comentários do tipo "aproveitem suas férias forçadas"...férias? Não, mas estão sim, me impedindo de trabalhar.
Isso é triste.
Não sei como existem pessoas que não ocupam seus cérebros com algo estimulante: um trabalho filantrópico, organização de eventos culturais, enfim, um trabalho. Ficar à toa parece morrer um pouco a cada dia. E ficar vendo o dia passar, esperando pelo fim parece mesmo desistir da vida.
Além do quê, é uma sensação de inutilidade sem igual.
E ainda temos que suportar comentários do tipo "aproveitem suas férias forçadas"...férias? Não, mas estão sim, me impedindo de trabalhar.
Isso é triste.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Incompetência

É incrível o descaso do governo em relação à educação e cultura em nosso país. Hoje, em especial, aqui em Joinville foi um dia lamentável. Nosso local de trabalho, aquele, que me motivou, de início, quando fui chamado a assumir a cadeira de Canto Coral, na Escola de Música; aquele local onde vi e ouvi aulas de Dança, Música e Plásticas acontecendo simultaneamente; aquele local onde, historicamente produziu grandes artistas...foi fechado pela Vigilância Sanitária. Por um lado, ótimo porque não havia condições de prosseguir as aulas em salas completamente tomadas de mofo e ácaros. Na cidade onde a umidade chega a 80, 90%. Não havia como comportar mais alunos, apesar da procura ser intensa, dada a qualidade de ensino e as mensalidades mais baixas da cidade. Num passado recente, um ano e pouco, reclamamos, clamamos por reformas estruturais, por um olhar mais carinhoso à Casa da Cultura. Por aparelhá-la de forma a se adequar ás necessidades do século XXI. Em vão. Nosso coordenador maior chegou a declarar numa entrevista à uma rádio local que era exagero dos professores e funcionários; que na Casa da Cultura tudo estava bem.
Tão bem, que a fiscal da Vigilância se surpreendeu "não sei com até agora os Pais não reclamaram desse descaso, está um descaso total!".
Até quando teremos que tolerar tanta incompetência?
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Fruição
Eu, tentando explicar à um amigo, o estado que fico quando ouço uma música que considero bela, não conseguia encontrar a palavra correta. Mas hoje ela visitou-me e aí lembrei...fruição. Um estado de prazer e gozo que quase faz-nos pensar que fazemos parte da obra em questão.
Esse motivo veio, num dia de curso, na Oficina de Música, quando a professora fez uma apreciação e apresentou-nos algumas interpretações para a canção de Chico Buarque e Edu Lobo, "Beatriz". Uma desconhecida, outra com Mônica Salmaso que, a fez bem; mas deixou por último aquela primeira interpretação que se não podemos chamar de original é a digna de fruição; Milton Nascimento em "O Grande Circo Místico". Um balé encomendado à dupla de compositores pelo teatro Guaíra e que, ao meu ver, está repleta de interpretações memoráveis. Os cantores foram escolhidos de tal maneira que tem-se a impressão que passaram a ser referência original das pérolas a que lhes foi confiadas. Gilberto Gil ao violão com "Sobre todas as coisas"; Simone com "Meu nmorado", Zizi Possi com a música-tema "O Circo Místico"; e ainda Jane Duboc, Gal Costa, Tim Maia.
Ouvir essa obra é deixar o som invadir nossos ouvidos, invadir nossa alma. Num completo estado de fruição.
Esse motivo veio, num dia de curso, na Oficina de Música, quando a professora fez uma apreciação e apresentou-nos algumas interpretações para a canção de Chico Buarque e Edu Lobo, "Beatriz". Uma desconhecida, outra com Mônica Salmaso que, a fez bem; mas deixou por último aquela primeira interpretação que se não podemos chamar de original é a digna de fruição; Milton Nascimento em "O Grande Circo Místico". Um balé encomendado à dupla de compositores pelo teatro Guaíra e que, ao meu ver, está repleta de interpretações memoráveis. Os cantores foram escolhidos de tal maneira que tem-se a impressão que passaram a ser referência original das pérolas a que lhes foi confiadas. Gilberto Gil ao violão com "Sobre todas as coisas"; Simone com "Meu nmorado", Zizi Possi com a música-tema "O Circo Místico"; e ainda Jane Duboc, Gal Costa, Tim Maia.
Ouvir essa obra é deixar o som invadir nossos ouvidos, invadir nossa alma. Num completo estado de fruição.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Salas
É muito bom ter um bom relacionamento com outras pessoas pois elas podem ajudar (e muito) em determinadas ocasiões. Eu adoro trabalhar, no conservatório de MPB ao lado daqueles colegas. São eles, sim, que facilitam minha vida; que estão por ali, a qualquer momento, prontos para ajudar.
Pois foi um deles que me levou ao coordenador responsável pela estrutura de funcionamento na UTFPR; este, prontamente providenciou uma sala para que eu pudesse estudar. E ainda e gentilmente, levaram-me copos d'água.
Assim acredito num trabalho de equipe e confio plenamente nos colegas.
Obrigado, equipe!!
Pois foi um deles que me levou ao coordenador responsável pela estrutura de funcionamento na UTFPR; este, prontamente providenciou uma sala para que eu pudesse estudar. E ainda e gentilmente, levaram-me copos d'água.
Assim acredito num trabalho de equipe e confio plenamente nos colegas.
Obrigado, equipe!!
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Amizade
Ontem meu almoço foi especial. Reencontrei uma aluna muito especial por quem já tinha um respeito e admiração que só aumentou com nossa conversa. Falamos sobre várias coisas. Nos encontramos no curso de canto da oficina de Música mas os assuntos foram brotando e levando a reflexões necessárias. Fazia tempo que não tinha uma conversa tão bacana com alguém que tem tudo a ver. Adorei.
Algumas coisas foram pontuais: a necessidade do ser humano em se relacionar, em algum momento, com outras pessoas. Se não é em casa, é no trabalho, é numa outra atividade. Nós precisamos ouvir outras pessoas, ouvir outros assuntos que não àqueles que só nos remetem ao trabalho. Isso é libertador.
O outro assunto foi buscar ajuda em terapia. Essa amiga é médica e em algumas pinceladas explicou o princípio da psicoterapia.
Já, há algum tempo, penso em procurar um profissional assim.
Enfim, nada como ter bons amigos.
Algumas coisas foram pontuais: a necessidade do ser humano em se relacionar, em algum momento, com outras pessoas. Se não é em casa, é no trabalho, é numa outra atividade. Nós precisamos ouvir outras pessoas, ouvir outros assuntos que não àqueles que só nos remetem ao trabalho. Isso é libertador.
O outro assunto foi buscar ajuda em terapia. Essa amiga é médica e em algumas pinceladas explicou o princípio da psicoterapia.
Já, há algum tempo, penso em procurar um profissional assim.
Enfim, nada como ter bons amigos.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Desafinação vocal
Terminei de ler o livro de Silvia Sobreira sobre desafinação. É um assunto fascinante pois apresenta como fatores que influenciam não só o aspecto musical mas o cultural. Ela lista várias causas para esse problema e, mostra, a partir de experimentos e entrevistas como os educadores lidam com o assunto.
Eu me identifiquei muito com os métodos que esses profissionais adotaram para suas aulas. São ações pessoais mas que refletam uma inquietude comum em todos.
Eu concordo que o desafinado o é, por causa de alguma coisa. Há vários tipos em vários níveis. É um trabalho extenuante mas que faz com que nós, professores, passemos a reconhecer coisas que antes ignorávamos.
Recomendo a qualquer pessoa, músico, artista ou pessoas comuns a lê-lo.
Eu me identifiquei muito com os métodos que esses profissionais adotaram para suas aulas. São ações pessoais mas que refletam uma inquietude comum em todos.
Eu concordo que o desafinado o é, por causa de alguma coisa. Há vários tipos em vários níveis. É um trabalho extenuante mas que faz com que nós, professores, passemos a reconhecer coisas que antes ignorávamos.
Recomendo a qualquer pessoa, músico, artista ou pessoas comuns a lê-lo.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Música
Aqui estou em Curitiba, mais uma vez, pra fazer Oficina de Música. Sempre tenho preocupação em estar em contato com profissionais da área e pronto para reciclagens. Já encontrei uma porção de gente conhecida. Alunos, ex-alunos, amigos, colegas. Primeiro dia, primeiro contato com uma professora que não conhecia. Seu nome é Tatiana Parra. Gostei. Ela traçou um conteúdo a partir de apreciações e um tese de uma outra professora com a qual teve sua formação. Ela enumerou dois parâmetros para que, ao ouvir seus exemplos, pudéssemos qualificá-los segundo essas condições. Aberto/fechado; claro/escuro. São modos de entender o que escutamos e que passemos a reconhecer as vozes sob estes prismas.
Além disso Tatiana propôs que tivéssemos um momento de trabalhar com repertório. Achei muito bom.
Agora acabo de comprar um livro que tese de mestrado de um músico paulista a respeito da educação musical na melhor idade. Há pouca literatura a respeito desse tema e creio que venha me trazer mais informações.
Afinal, este ano estou voltando para a sala de teoria no conservatório de MPB.
Além disso Tatiana propôs que tivéssemos um momento de trabalhar com repertório. Achei muito bom.
Agora acabo de comprar um livro que tese de mestrado de um músico paulista a respeito da educação musical na melhor idade. Há pouca literatura a respeito desse tema e creio que venha me trazer mais informações.
Afinal, este ano estou voltando para a sala de teoria no conservatório de MPB.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Faz tempo que não apareço. Podia inventar zilhões de motivos porém é que muita coisa se passou e não tive como descrevê-las; apenas porque achei que não valia a pena. Ano passado foi muito dinâmico. Muitas coisas a se aprender e muito mais coisas pra se esquecer. Não tenho saudade do passado, pelo menos, desse recente. Mas me sinto como se, pela primeira vez, eu tivesse que sair de trincheiras e começar uma nova vida. Pois até agora pouca coisa valeu.
Há conhecimentos por aí, graças a Deus; há um know-how que é meio inútil pois não pretendo agir da mesma forma novamente. É estranho isso..tô aqui em meio a pensamentos, cedês, livros, revistas e ainda achando que preciso de muito mais. Acabei de chegar da praia. Fiquei uma semana e ainda, o que mais me encanta é ficar sentadinho na areia olhando o mar...é um deleite sem fim. É um aprendizado sem fim; tão pouco que parece o resumo de uma vida...
Faz tempo que não apareço pra conversar mas tem aqui dentro uma porção de coisas pra compartilhar....espero voltar logo!!
Há conhecimentos por aí, graças a Deus; há um know-how que é meio inútil pois não pretendo agir da mesma forma novamente. É estranho isso..tô aqui em meio a pensamentos, cedês, livros, revistas e ainda achando que preciso de muito mais. Acabei de chegar da praia. Fiquei uma semana e ainda, o que mais me encanta é ficar sentadinho na areia olhando o mar...é um deleite sem fim. É um aprendizado sem fim; tão pouco que parece o resumo de uma vida...
Faz tempo que não apareço pra conversar mas tem aqui dentro uma porção de coisas pra compartilhar....espero voltar logo!!
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